Tiro pela culatra: Marçal lançou-se para ajudar Flávio, mas pode eleger Lula no 1º turno
Apresentação: Mauro Lopes
Assistir no YouTubeNo Manhã Brasil desta sexta (21), os destaques são: 1. Algo inusitado pode estar em curso nesta eleição. Pablo Marçal lançou-se candidato a presidente pelo PRTB com a intenção declarada de ser uma linha auxiliar de Flávio Bolsonaro. Ato contínuo ao registro de sua candidatura no sábado passado, telefonou para Flávio para dizer que o objetivo dele é “tirar Lula”. Ou seja, ele será o Padre Kelmon de 2026. Para quem não se lembra, Padre Kelmon, da Igreja Ortodoxa do Peru, lançou-se candidato a presidente pelo PTB na eleição de 2022 e serviu como “escada” para Jair Bolsonaro. De lá para cá, Kelmon, que havia sido do PT na Bahia, filiou-se sucessivamente ao PRD (sucessor do PTB), PRTB, DC e, agora, ao PL, pelo qual é candidato a federal em São Paulo. 5 partidos em 5 anos. Pois Marçal pretende ser o Kelmon de 2026. Mas, paradoxalmente, pode levar Lula a vencer a eleição no primeiro turno. Explico. Há 99% de chance de sua candidatura ser impugnada, pois ele tem três condenações pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que o deixam inelegível até 2032. Pelas regras da Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade só é efetivamente decretada depois de confirmada pelo TSE, o que não aconteceu. Em tese, isso deve ocorrer em 14 de setembro, data final para análise das candidaturas no tribunal. No entanto, o processo está sujeito a uma série de recursos aos quais certamente Marçal recorrerá para tentar prolongar a decisão final. Com isso, é possível e até provável que seu nome esteja na urna em 4 de outubro. Se a impugnação final ocorrer depois de 14 de setembro, isso inevitavelmente acontecerá, pois as urnas são lacradas com os nomes dos candidatos nesta data.Ora, Marçal inevitavelmente roubará mais votos dos candidatos da extrema direita, sobretudo de Flávio Bolsonaro e de Renan Santos do que de Lula. Se a candidatura de Marçal for impugnada depois do dia 14 de setembro, os votos dados a ele nas urnas serão registrados e depois de 5 de outubro anulados, reduzindo o universo de votos válidos. Com menos votos válidos, Lula precisaria de uma quantidade menor de votos absolutos para ultrapassar a marca de 50% e ser eleito já no primeiro turno. É doido, mas é hoje a hipótese mais provável. 2. Há enorme ansiedade na campanha de Lula e da de Flávio Bolsonaro em relação à pesquisa Datafolha que será divulgada nesta sexta-feira. A interrogação é uma só: o caso Lulinha terá peso nas intenções de voto? Pessoas convidadas Ricardo Leães, analista internacional, fundador do canal O Mundo a seu Alcance Samara Madureira, candidata a deputada federal pelo PSOL-SC #Jones5050 Fe