Farol BrasilJones Manoel / Farol Brasil · âncora Mauro Lopes
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Manhã Brasil24/08/2026

Pesquisas: eleição 2026 é disputa entre duas forças em decadência, o lulismo e o bolsonarismo

Apresentação: Mauro Lopes

Capa da live: Pesquisas: eleição 2026 é disputa entre duas forças em decadência, o lulismo e o bolsonarismo
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Hamilton AssisMarina Basso Lacerda
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No Manhã Brasil desta segunda (24), os destaques são: 1. A pesquisa Datafolha, divulgada no começo da noite da última sexta-feira, indica um cenário constatado por todas as demais pesquisas. Os dois protagonistas da eleição presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro, são os representantes de duas forças políticas em franca decadência, o bolsonarismo e o lulismo. Desde a eleição de 2018, os dois campos deram o tom da disputa política eleitoral do país. Depois de três eleições, com os líderes das duas vertentes envelhecidos, um na cadeia, o outro sem a magia que perdurou por décadas, a eleição tornou-se uma disputa sobre quem é menos rejeitado. E, por isso, é a “eleição do esgoto”. Não há disputa por projetos, diferenças significativas de proposta. É a eleição de Lulinha versus Dark Horse. Veja em detalhes os números do Datafolha no Manhã Brasil. 2. À decadência do lulismo, com Lula concorrendo em seu último pleito, corresponde também uma grave crise de sucessão no campo político do PT e seus agregados. Não há sucessor à vista. A ideia de Lula, aparentemente, por suas manifestações públicas, é passar o bastão a Haddad. Mas ele vai se marcando como um perdedor de eleições. Eleito prefeito de São Paulo em 2012 nas costas do prestígio de Erundina e Marta Suplicy, fez uma gestão desastrosa e sequer foi ao segundo turno na sua tentativa de reeleição, perdendo para João Dória no primeiro turno. Perdeu em 2018, quando candidatou-se como representante de Lula preso, perdeu a disputa para o governo de São Paulo em 2022 para Tarcísio e irá repetir a dose agora em 2026, com requintes de humilhação. As pesquisas indicam que ele será derrotado já no primeiro turno. Neste Datafolha, colhe 27% contra 45% de Tarcísio que, com esses números, liquida a fatura em 4 de outubro. Não é uma derrota qualquer. Haddad é o único símbolo de Lula 3, apesar de Lula não gostar de dividir a ribalta com ninguém. Mas, de fato, foi o Ministério da Fazenda com Haddad e seu arcabouço fiscal que deram a cara de Lula 3. Ademais, São Paulo é o berço do PT. A derrota em outubro será um duro golpe no sonho haddadiano de ser “o novo Lula”. Pessoas convidadas Marina Basso Lacerda, doutora e pós-doutora em Ciência Política, pesquisadora da UnB e da USP, autora do livro O Novo Conservadorismo Brasileiro: de Reagan a Bolsonaro, finalista do Prêmio Jabuti. Hamilton Assis, vereador em Salvador pelo PSOL e candidato a deputado federal, integrante da Bancada da Esquerda Radical #Jones5050 Federação PSOL/REDE - PROPAGANDA ELEITORAL - CNPJ 68.571.443/0001-76

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