Trump e Bolsonaro preparam alegação de “fraude” se Lula virar | Ministros traem povo na rua
Apresentação: Mauro Lopes
Assistir no YouTubeNo Manhã desta terça-feira (13), os destaques são: São cada vez maiores as evidências de que Trump e os bolsonaristas preparam-se para alegar “fraude” caso Lula consiga a virada e vença as eleições em 25 de outubro. Tanto o governo Trump como a campanha de Flávio Bolsonaro estão seguidamente “cavando pênaltis” desde julho, para acumular relatos de uma suposta fraude. “Cavar pênalti” em política é uma expressão tomada do futebol. Trata-se de criar fatos para gerar um enredo segundo o qual o oponente está jogando "sujo", cometendo abusos e suposta ilegalidades. É uma estratégia típica da extrema direita. Cada “pênalti cavado” gera um fato político barulhento que domina o noticiário e as redes sociais; Com isso, mobiliza-se o sentimento de revolta e solidariedade da base, transformando o candidato, no caso, Flávio Bolsonaro, em um "mártir". O primeiro “pênalti” aconteceu em julho, quando dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos tiveram sua entrada proibida no Brasil. Eles vinham alegadamente na condição de “observadores internacionais” mas, segundo reportagem do Washington Post, tinham como missão colocar em dúvida a transparência e a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Fatos como esse sucederam-se nos últimos meses. A estratégia mais recente consiste em inundar o TSE de representações sem consistência contra a campanha de Lula para obter a negativa. A soma delas será usada como evidência de “fraude” se necessário. Ou seja: a eleição brasileira, se Lula virar, não terminará em 25 de outubro. Haverá um terceiro turno contra o golpismo trumpista-bolsonarista. A outra manchete do Manhã Brasil são os seguidos atos de verdadeira traição à mobilização popular cometidos pelos ministros do Planejamento e da Fazenda de Lula. Moretti e Durigan têm prometido aos banqueiros e ao mercado em geral um aprofundamento do arrocho, do arcabouço fiscal, com as consequentes medidas de cortes nos gastos com saúde, educação, ciência e tecnologia e outros. Enquanto isso, mais de um milhão de pessoas já saíram às ruas para defender a eleição de Lula. Se a virada acontecer, será um estelionato eleitoral maior que o de Dilma em 2014. Os convidados desta terça são Thiago Torres, o Chavoso da USP, e João Cláudio Pitillo