Lula faz discurso liberal na convenção; na Bahia, chegou com Geddel dos R$ 51 milhões
Apresentação: Mauro Lopes
Assistir no YouTubeNo Manhã Brasil desta segunda-feira (3), os destaques são: 1. O fim de semana foi marcado pela convenção nacional do PT neste domingo, que consagrou Lula como candidato e, na véspera, pela convenção do PT na Bahia, com a presença do presidente. O sinal do que viria começou no sábado, quando Lula chegou na convenção em Salvador ao lado de Geddel Vieira Lima, a quem abraçou pública e efusivamente. Para quem não se lembra, Geddel é aquele que mantinha malas de dinheiro em um apartamento em Salvador no valor de R$ 51 milhões. Ele teve destaque no segundo governo Lula, quando foi ministro da Integração Nacional. Depois, foi chefe da Secretaria de Governo de Temer, não sem antes ter sido um dos principais articuladores do golpe contra Dilma. Foi condenado por causa das malas, mas está livre, leve e solto e radicalmente lulista. Outro destaque na convenção foram suas eufóricas palavras dirigidas a Jaques Wagner, um dos principais comandantes do bloco sionista do PT e um dos maiores lobistas do Master, responsável pela criação do famigerado Credcesta. Lula disse que Wagner continua como líder do governo no Senado, apesar de ter renunciado ao cargo por conta do escândalo Master. Na convenção nacional, neste domingo, Lula fez um discurso liberal, proclamando um quarto mandato voltado para idosos, mulheres, militares e de combate às emendas parlamentares. A convenção foi antecedida por declarações do ministro da Fazenda de que Lula 4 será ainda mais neoliberal e que os pisos constitucionais da Saúde e Educação irão desaparecer. Sobre esses temas, nenhuma palavra. 2) Os dois principais líderes sionistas do governo Lula, Jaques Wagner e Clara Ant, estão processando o jornalista Cid Benjamin por ele informar que os dois são defensores do Estado de Israel no Brasil -fato sobejamente conhecido. O caso é grave e emblemático da evolução do lulismo em relação ao tema do sionismo. Tão grave quanto isso. O jornalista alvo da perseguição é Cid Benjamin. Ele foi preso político, torturado e exilado durante a ditadura. Foi fundador e dirigente nacional do PT, sendo o principal comandante da campanha presidencial de Lula em 1989 no Rio. Agora, uma nova forma de autoritarismo de extrema direita se abate sobre Cid Benjamin. Pessoas convidadas Paulo Kliass, economista, um dos principais críticos do neoliberalismo no Brasil Luis Bonilla-Molina, professor visitante da Universidade Federal do ABC, foi durante anos assessor do presidente Hugo Chávez na Venezuela