Datafolha: 4 pontos de frente para Flávio são reversíveis, mas Lula precisa girar à esquerda
Apresentação: Mauro Lopes
Assistir no YouTubePesquisa Datafolha divulgada no final da tarde desta quinta mostrou 4 pontos de vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no início do segundo turno: 52% a 48%. É a vantagem esperada pelos institutos de pesquisas e pela maioria dos analistas. E mostra que a vantagem é reversível. Lula pode virar, apesar da dificuldade. Mas, para isso, é preciso virar à esquerda para abraçar a pauta do povo. No entanto, os sinais da campanha vão em sentido contrário. O entorno presidencial quer um giro ainda mais à direita. Mais: Lula decidiu chamar Fernando Haddad, o pai do arcabouço fiscal, para comandar a campanha em São Paulo, menos de uma semana depois da derrota acachapante para Tarcísio. E colocou três líderes da direita petista como coordenadores da campanha: Camilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles. Incrivelmente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedeu entrevista nesta quinta na qual proclamou que o projeto de ajuste fiscal de Flávio é “ilusão barata” e que o verdadeiro ajuste é o do governo Lula. Ah, uma notícia a mais: depois do PSTU, nesta quinta foi a vez da UP anunciar apoio a Lula. No Manhã Brasil você fica sabendo de todos os detalhes da pesquisa Datafolha. Nesta quinta, Flávio Bolsonaro reuniu 14 governadores eleitos, conquistou o apoio de Augusto Cury e de 17 diretórios estaduais do MDB. O clima de já ganhou tomou conta da campanha bolsonarista, o que pode ser o prelúdio da queda, como aconteceu com a campanha de Lula, que só desceu do salto alto depois da derrota no primeiro turno. Conversaremos no Manhã Brasil com duas deputadas estaduais eleitas pelo PSOL em São Paulo, Mariana Conti e Letícia Chagas. Depois delas, Hugo Albuquerque chega para analisar a rebelião jovem que sacode a França e a Espanha.