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Cinema do Irã: o respeito ao outro levado ao limite | Dialética do Pop
Apresentação: Heribaldo Maia
Assistir no YouTubeVamos conhecer o cinema do Irã? Um homem cava a própria cova, mas precisa de alguém para enterrá-lo. Em Gosto de Cereja, do cinema iraniano de Abbas Kiarostami, esse gesto revela algo inquietante: nem a morte é totalmente solitária. Ao acompanhar essa busca silenciosa, o filme nos confronta com um limite do sujeito, a impossibilidade de se bastar até no fim. Neste vídeo, atravessamos essa questão pela psicanálise, com Lacan, Žižek e Deleuze, explorando o desejo, o vazio e a presença inevitável do outro. Mais do que um filme sobre suicídio, Gosto de Cereja expõe uma verdade desconfortável: a vida, e até o desaparecimento, passam sempre por uma relação com o outro.