Briga de botequim entre facções do STF termina sem decisão e pode prejudicar Lula
Apresentação: Mauro Lopes
Assistir no YouTubeNo Manhã Brasil desta quarta (16 de setembro), os destaques são: A “guerra do fim do mundo” no STF veio na forma de uma briga de botequim entre as facções governista e bolsonarista no espetáculo mais degradante da história da Corte. Para impedir a decisão sobre abrir ou não uma investigação a respeito das relações de Alexandre de Moraes com Vorcaro, o grupo governista, liderado por Gilmar e Dino, mudou a dinâmica da sessão. Foi apresentada uma questão de ordem para que sejam avaliadas ações referentes a todos os ministros do STF e de demais cortes superiores mencionados nas investigações da PF. Com ela, pretendiam impedir a avaliação do caso Moraes e salvá-lo. Na prática, foi o que aconteceu. A questão de ordem não foi aprovada, foram 4 votos a 4 e o julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Flávio Dino, o que empurra qualquer decisão para dezembro, bem depois das eleições. O espetáculo e seu resultado tem potencial de prejudicar ainda mais a candidatura de Lula, que já enfrenta notórias dificuldades. Não mexe com o cerne do resultado negativo nas pesquisas, relacionado à avaliação do governo, mas, numa disputa tão apertada, pode roubar votos decisivos do presidente e auxiliar Flávio Bolsonaro. A sessão foi antecedida por uma série de vazamentos que atingiram diretamente dois dos integrantes do campo bolsonarista, Nunes Marques e Fux, a ponto de o primeiro ter se declarado impedido e deixado o julgamento. Outro efeito adicional pode ser despertar uma mobilização do eleitorado bolsonarista, especialmente da parcela cristã. A questão agora é: a briga de botequim irá prejudicar Lula? Se sim, em que dimensão? Pessoas convidadas O analistas internacionais Ricardo Leães e João Cláudio Pitillo estarão no Manhã Brasil