Bancado pela burguesia, Alcolumbre trava votação do fim da 6x1 que será em agosto ou setembro
Apresentação: Mauro Lopes
Assistir no YouTubeNo Manhã Brasil desta terça-feira (14), os destaques são: 1) Bancado pela burguesia através de uma série de entidades empresariais, Davi Alcolumbre bloqueou por completo a tramitação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado e adiou qualquer votação apenas para depois do recesso do Congresso. A votação poderá ocorrer, se não houver novas postergações, em agosto ou setembro. Portanto, a cada dia mais inviabiliza-se a implementação do fim da escala ainda em 2026. Como é certo que o Senado imporá mudanças ao texto da Câmara, a PEC precisará ainda voltar para nova votação dos deputados. Como o governo tirou o projeto de suas prioridades e os partidos e organizações de sua base como a CUT não estão dispostos a mobilizações, o cenário vai se complicando mais e mais para a maior reivindicação dos trabalhadores em décadas. 2) Numa decisão que causou espanto até entre seus aliados no STF, Alexandre de Moraes resolveu punir Flávio Bolsonaro com a proibição de visitar o pai, Jair, por 90 dias -até depois do primeiro turno das eleições. A medida foi adotada por Moraes por ter Flávio Bolsonaro lido no sábado, em live nas redes sociais, uma carta do pai. No documento, Bolsonaro afirma que Flávio é seu "porta-voz" e o candidato escolhido para representá-lo politicamente. Segundo Alexandre de Moraes, ele teria descumprido a medida cautelar que veta Bolsonaro de usar redes sociais, diretamente ou por terceiro. A avaliação de ministros do STF ouvidos pela CNN e por O Globo é que Moraes pesou a mão. A avaliação desses ministros, vários deles integrantes do mesmo grupo de Moraes, é que seria discutível afirmar que Bolsonaro tenha infringido as medidas cautelares impostas por Moraes apenas pela carta. Para eles, seria controverso suspender o regime de prisão domiciliar ou aplicar outras punições como essa de Flávio Bolsonaro só com base em um documento manuscrito, especialmente porque não há nenhuma proibição para que o capitão reformado escreva cartas. Para piorar, o ato de Bolsonaro é uma cópia quase exata do que fez Lula em 2018, quando, na cadeia, escreveu uma carta entronizando Fernando Haddad como seu representante nas eleições -o que Bolsonaro fez agora com Flávio. A carta de Lula foi lida publicamente em Curitiba, diante da sede da PF onde Lula estava preso, pelo ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. A leitura foi igualmente transmitida pelas redes sociais. Uma hipóteses que circulava em Brasília nesta segunda é que a decisão de Moraes tem como objetivo desviar a atenção do contrato de R$ 130 milhões de sua família com Vorcaro e voltar a aproximá-lo do campo governist